Mãe com filho morrendo chora e implora por atendimento em hospital; cenas são fortes

É revoltante!


Mexendo com o emocional do adversário


O seu rosto é inesquecível?

Olhos grandes, lábios carnudos e traços harmoniosos: a atriz Angelina Jolie possui todos esses atributos. Mas seja ela idolatrada como a a epítome da atração feminina, isso não é surpresa alguma para Dr. Holger Wiese da Universidade de Jena na Alemanha.
“Seus traços combinam diversos fatores que contribuem para um rosto atraente”, explica o cientista que defende que faces bem simétricas são vistas como mais provocantes em relação ao rosto mediano. “Por outro lado, as pessoas que são consideradas particularmente atraentes se destacam por traços adicionais, que os distinguem da maioria”. Além de sedutoras, características como olhos grandes ou uma boca de proporções avantajadas acabam conquistando reconhecimento. “Tendemos a nos lembrar desses rostos”, segundo Wiese.
Porém, isso não é regra válida para todos os indivíduos atraentes -- como Wiese e seus colegas, Carolin Altmann e Dr. Stefan Schweinberger, revelaram num novo estudo, publicado na revista científica “Neuropsychologia”. O experimento testou a reação de voluntários diante de fotos de rostos considerados mais e menos atraentes. Eles tiveram apenas poucos segundos para memorizar as faces e decidir no final se as reconheciam ou não. Veja só o que mais eles concluíram!
Traço marcante
Psicólogos que participaram da pesquisa foram direto ao assunto: rostos atraentes sem traços particularmente marcantes causam uma impressão muito menor na memória dos outros. “Comprovamos que os voluntários tendiam a lembrar mais de rostos que não eram atraentes do que os considerados como tal, cujos traços não traziam nada fora do comum”, observou Holger Wiese.
As emoções nos enganam
Os cientistas ficaram surpresos com o resultado, uma vez que todos concordavam que era mais fácil memorizar rostos percebidos como atraentes só porque, no geral, preferimos olhar para eles. No entanto, novos resultados científicos mostram que essa correlação não é fácil de comprovar. Tudo porque a atração provocada pelo rosto pode influenciar as emoções, que acabam distorcendo os sentidos do observador, comprometendo sua capacidade de reconhecimento posterior. A evidência disso foi encontrada por meio de análise de vários eletroencefalogramas produzidos em testes de memória que serviram de base para o novo estudo alemão.
“De onde te conheço mesmo?”
Finalmente, o trabalho dos psicólogos de Jena revelou um outro aspecto interessante: no caso dos rostos atraentes, os cientistas detectaram um número significativo de resultados falso-positivos. Em outras palavras: durante o teste, as pessoas afirmaram que reconheciam um rosto sem nunca tê-lo visto antes. “Obviamente, tendemos a acreditar que reconhecemos uma face apenas porque a achamos atraente”, conclui Wiese.

“Sou a versão fitness dela”, diz sósia de Flávia Alessandra

A musa de carnaval Gabi D’avila abafou no ensaio técnico da Grande Rio ao ser comparada com a atriz Flávia Alessandra. A loira, que é modelo e assistente de palco de Sérgio Mallandro, encarou uma espécie de projeto musa para brilhar na Sapucaí:

“ Perdi seis quilos de gordura desde novembro e ganhei massa magra. Minha perna está bem mais definida, a barriga secou e agora tenho mais músculos. Meu personal está pegando pesado, saio do treino sem poder andar!”,  conta Gabi.

Apesar da comparação com a atriz, que está no ar em “Além do horizonte”, a musa da Grande Rio sabe que elas têm algo bem diferente:


“ Sei que tem semelhança e gosto porque acho a Flávia Alessandra linda, maravilhosa, mas não quero ficar marcada por isso. Nunca a vi pessoalmente, mas sei que ela é mais magrinha. Sou a versão fitness dela.(Jornal Extra)


Com fome na casa da namorada!


O segredo da rainha

Raphaela Laet, também conhecida como Queen B , é uma das musas dos jovens fãs de jogos na Internet no Brasil. Aos 20 anos, ela é craque no League of Legends, o jogo online mais pop do mundo, com 27 milhões de jogadores por dia. Além disso, é loira e tem cabelos compridos que ganham mexas de cores diversas ao longo do ano, corpo cheio de curvas, quase dois metros de altura quando sobre saltos (ou seja, sempre), sua maquiagem costuma ser caprichadíssima e ela desfila num guarda-roupas de peças minúsculas (a foto acima foi tirada em um raro momento em que ela posava para o ensaio de um amigo). Sua imagem jogando ao vivo League of Legends já chegou a 11 mil espectadores em uma só partida. Os selfies de Rapha, como é chamada pela família, com quem mora em Guarulhos, têm centenas de curtidas e dezenas de comentários no Facebook. A página criada em setembro já tem quase 5 mil seguidores.
“Queen”. “Diva”. “Linda. “Musa”. “Eu quero ser vc”. “Eu quero vc”. São algumas das frases que se desdobram da aba de comentários da personagem Queen B (diminutivo para abelha rainha em inglês). Os elogios fortalecem a autoestima e a ajudam a encarar os comentários cruéis. Os ataques começam com pequenas provocações, como a palavra “trap” (armadilha, em inglês) e chegam ao ápice com palavras como “traveco” ou “travecão” estampadas sob suas fotos mais caprichadas.
Quando percebe que a violência vai começar, ela respira fundo e busca uma piada educada. Nem todos os fãs conhecem seu maior segredo: Rapha tem um coração generoso. Depois de uma vida ouvindo agressões de pessoas muito mais próximas, ela criou um escudo para se proteger. E até perdoa a ignorância de quem ainda não aprendeu a lidar com a sua complexidade.
Sim, Raphaela nasceu Raphael. Ela era bem pequena quando começou a rejeitar a identidade masculina. A primeira vez foi aos três anos, quando Rapha viu o próprio corpo refletido no espelho. “Lembrava de um livro que dizia que meninos tinham pipi, e eu tinha um pipi. Mas, como, se eu era menina?”, ela lembra. O momento ficou marcado na sua memória. Desde então, passou por um calvário de dúvidas, angústias e violências.
Só quando já era adolescente aprendeu o nome que se dá às pessoas que são como ela. Rapha é uma transexual, pessoa que não reconhece seu corpo e seu sexo. Como se uma menina tivesse nascido no corpo errado, de um menino. Há muitos casos assim no mundo todo. O ideal é que os transexuais sejam acompanhados por terapeutas, que ajudam a decidir se é mesmo o caso de fazer tratamento com hormônios e a operação para mudança de sexo. Seguindo a tendência dos Estados Unidos e da Europa, hospitais e escolas no Brasil são obrigados a tratar os transexuais pelo nome e pronome que eles preferem. Rapha, por exemplo, ainda tem o nome masculino gravado no RG, mas carrega uma carta da sua médica atestando sua identidade feminina, que ela mostra onde for, pedindo para ser tratada como Raphaela. Essa é uma mudança recente no Brasil, nem todos os lugares aceitam o pedido. Mas Rapha já sente uma mudança positiva, uma aceitação crescente, mudança da qual ela faz parte.
Quando a conheci, ela era bem diferente do mulherão que faz sucesso na internet. Rapha tinha 15 anos, era tímida e de aparência frágil. Chegou para a entrevista de braços dados com a mãe, andando em passos delicadamente calculados, em meio ao shopping onde as pessoas a olhavam de canto do olho. Ela vivia as transformações da puberdade junto com o tratamento para reter os hormônios masculinos – tudo sob orientação de médicos do Hospital das Clínicas, onde há um núcleo de atendimento a transexuais.
Naquela época, sofria perseguição de professores e diretores. No colégio onde estudara desde pequena, era proibida de usar o banheiro feminino. Como qualquer outra adolescente de sua idade, não ousava entrar no banheiro masculino, então o jeito era segurar o xixi a manhã toda. Quando sua mãe soube, resolveu mudar de cidade em busca de uma educação mais progressista. Rapha foi recusada por sete escolas particulares de São Paulo. Acabou matriculada em um colégio para alunos com dificuldade de aprendizado ou alguma deficiência.
Ela era uma das muitas jovens transexuais que tinham o direito à educação violado, mas foi uma das poucas que teve coragem de contar sua história. Seu caso foi parte de matéria sobre intolerância nas escolas que escrevi para a revista Época em 2009. Um ano depois, escolas da rede estadual paulista começaram a registrar transexuais pelo nome e sexo de sua preferência. Rapha finalmente conseguiu matricular-se como “Raphaela” na escola estadual Professor Antônio Alves Cruz, onde todos a tratavam como aluna.
Dois anos depois, quando ela estava com 17, voltamos a nos encontrar, dessa vez para um perfil sobre sua trajetória para a revista Marie Claire. Rapha já estava mais confiante. Ela me recebeu vestida em um tomara que caia rosa, salto alto e muita maquiagem. Mas ainda vivia cheia de angústias sobre seu corpo e com dificuldades para ser aceita pela família. Seu pai se embananava nos pronomes femininos e masculinos. Nervoso, quando a apresentava a algum conhecido, já dizia logo: “Essa é minha filha Raphaela, ela é trans”.
Rapha não esconde sua identidade. Mas, como ela brinca, “não ando com cartaz pendurado no pescoço”. Quem deve e não deve saber sempre foi uma questão delicada que ela foi aprendendo a administrar. Agora que ficou conhecida na Internet, a questão ganhou outra dimensão. E ela se incomoda quando novos admiradores jogam seu nome no Google e acham a reportagem sobre sua história.
O problema não é que a matéria "revela" a transexualidade, ela mesmo já abriu isso diversas vezes – e com ênfase – nas redes sociais. “O que me incomoda é que as pessoas ficam emocionadas, escrevem dizendo que choraram ao ler minha história. Eu não quero que tenham pena de mim. Muita coisa mudou de lá pra cá, eu mudei”. Rapha superou as questões da infância e adolescência. Concluiu o ensino médio, foi aceita pelas pessoas que ama e, o mais importante, conquistou o respeito próprio e autoconfiança. Hoje ela se prepara para a cirurgia de mudança de sexo, mas com o pé no chão. “A cirurgia é pra mim, pra me sentir completa e aliviada, essa é minha única expectativa. Sei que o resto não muda. Os outros problemas, principalmente na relação com os outros, vão continuar iguais”.
Quando era adolescente, Rapha sonhava com uma vida num corpo “normal” de menina. E hoje, se tivesse poderes mágicos e pudesse mudar a história, ainda escolheria nascer menina? “Não mudaria minha história. Nasci saudável, numa família com boas condições e amadureci cedo. Se tivesse nascido uma menina, teria sido mimada, acho que hoje seria insuportável”.
Talvez Rapha tivesse um comportamento parecido com as “amigas” e “amigos” do Facebook que lhe desfiam ofensas gratuitas. Por isso mesmo, porque ela conhece bem os pontos fracos desses tipos, suas respostas às agressões são impagáveis. Rapha costuma começar com educação, depois usa ironia, mas, quando se irrita... Basta dizer que os agressores não costumam voltar à sua página.
O tiro é tão certeiro que ela só ganha mais fãs. “Sambou na cara dazinimiga” e “Divou!” são algumas das muitas mensagens de apoio. Assim, ela vai se fortalecendo com a rede de quem a admira. Talvez seja esse o segredo do sucesso da sua personagem, Queen B. Na rede virtual, suas fotos podem parecer retratar apenas mais uma jovem bonita e sensual. Mas, por dentro, a vida real deu à Rapha a força da singularidade.

O importante é ficar bonita na foto